Hoje não, obrigado

no declive da montanha

Era uma vez…

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Há muito, muito tempo atrás. Em uma terra muito distante, havia um monstro sem nome. O monstro queria tanto um nome. Então o monstro saiu para uma jornada em busca de um nome, mas o mundo era tão extenso que ele se dividiu em dois para realizar essa jornada.

Um foi para o oeste e outro foi na direção do leste. O monstro que foi para o leste encontrou uma vila. Na entrada da vila havia um ferreiro.

“Sr. Ferreiro, por favor der-me seu nome.”

“Eu não posso dar nome nenhum a você.”

“Se você me der seu nome, eu entrarei em você e lhe tornarei o mais forte.”

“Verdade? Se você me deixar forte, eu lhe darei meu nome.”

O monstro entrou no ferreiro. O monstro se tornou Otto, o ferreiro. Otto, o ferreiro, se tornou o mais forte de toda a vila, mas um dia ele disse: “Olhe para mim. Olhe para mim. Olhe o tamanho do monstro dentro de mim.”

Crunch Crunch!

Munch Munch!

Chomp Chomp!

Gulp!

O monstro faminto comeu Otto de dentro para fora. Ele retornou a ser um monstro sem nome.

Mesmo quando ele entrou em Hans, o sapateiro, Crunch Crunch! Munch Munch! Chomp Chomp! Gulp!

Ele retornou a ser um monstro sem nome.

Quando ele entrou em Thomas, o caçador…

Crunch Crunch!

Munch Munch!

Chomp Chomp!

Gulp!

Ele mais uma vez retornou a ser o monstro sem nome.

O monstro foi até o castelo em busca de um maravilhoso nome. No castelo, ele encontrou um garoto muito doente.

“Se você der-me seu nome, eu lhe darei sua força.”

“Se você pode curar está doença e me fazer forte, eu lhe darei meu nome.”

O monstro entrou no garoto. Então o garoto ficou bem. O rei ficou tão contente! “O príncipe está bem!” “O príncipe está bem!” O monstro gostou do nome do garoto. Ele também gostava de viver no castelo. Então mesmo embora ele tivesse muita fome, ele resistiu. Todos os dias seu estômago roncava, mas ele resistiu. Entretanto, um dia que ele estava tão faminto ele disse: “Olhe para mim. Olhe para mim. Olhe o tamanho do monstro dentro de mim.”

O garoto, mesmo que fosse seu rei e servos: Crunch Crunch! Munch Munch! Chomp Chomp! Gulp!

Como não havia mais ninguém lá, o garoto saiu em uma jornada. Ele continuou caminhando por dias e dias. Um dia, o garoto encontrou o monstro que tinha viajando para o oeste.

“Eu tenho um nome. É um maravilhoso nome, também.”

O monstro que foi para o oeste disse: “Eu não preciso de um nome. Eu sou feliz mesmo sem um nome. Temos-nos aceitar que somos apenas monstros sem nome.”

O garoto comeu o monstro que foi para o oeste. Ele finalmente tinha um nome, mas todas as pessoas que poderia chamá-lo por esse nome haviam desaparecido. E Johann era um nome tão maravilhoso, também.

Escrito por Elizaldo Barreto

Dezembro 24, 2009 em 12:04 pm

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Eu e o outro

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O seu coração, aquele mais âmago raiz onde nascia o destino, esse, sempre tivera outra opinião sobre si mesmo, tanto que aprovara e compreendera; não obstante havia dois deles um visível e um secreto, um trabalhador e um criminoso, um filho e um assassino.

Outrora, porém, estivera sempre ao lado do “melhor eu”, do filho e amigo digno, do amante e cidadão. A opinião secreta do seu íntimo nunca a deixar prevalecer, nem mesmo a conhecera bem. E contudo, aquela voz interior tinha-o insuspeitadamente guiado e fizera dele, finalmente, um fugitivo e um malvado.

Sentira um fim próximo, e mais, absolutamente inerente ao que ele pensara ser seu melhor “eu”, afinal, o domínio daquela voz que se impõe, encanta, conquista todo que o lhe define, prevaleceu. O fim do fim, o fim para seu outro e novo, assumir o velho e gasto.

Escrito por Elizaldo Barreto

Dezembro 20, 2009 em 3:28 pm

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Forsake

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Aquela velha e demasiada sensação conhecida como abandono. Acordamos assim hoje talvez? Acredito não saber mais como é ser você, em como ser eu, quando estou sendo o eu que aquele fui ou estou. Desertado pelo silêncio da minha consciência mor, só ficou o pormenor da cólera.

Esse pensamento axiomático de viver. Ele sim deveria ter me desprezado. Mas agora, eu mal posso me lembrar de coisas que dizem respeito a mim, como me lembrar em voltar para casa?

Escrito por Elizaldo Barreto

Dezembro 15, 2009 em 10:22 am

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Nada agradável

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Realmente nada muito agradável, o desconforto de viver asfixiado pela mixórdia diária, enquanto espera-se um amanhecer deleitável. Tudo é demais e desagradável, a sombra distópica que reflete no espelho e a reprodução emitida pelos meus pensamentos nesses desconexos textos.

Até renunciado meus vícios, declarado paz aos meus inimigos, trabalho solidário, doei dinheiro a mendigo, ajudei velhinhos atravessar a rua, abracei, beijei, cuidei, amei todas as pessoas em minha volta, e porque ainda nada é agradável?

Isso já está indo a limites descontroláveis, não é cármico nem destino, talvez uma maldição ou fator natural de declínio[...].

[...]Me perdi por esse minuto, por hora, e enquanto não me senti agradável eu vou me esconder e parar.

Escrito por Elizaldo Barreto

Dezembro 13, 2009 em 8:45 am

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Intransigência

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Não gosto dessa fase de intransigência, se bem que almejo que seja uma intolerância temporária, não obstante, o mínimo ruído me aborrece e tira a última gota de paciência que um dia eu tive. Melhor seria se todas as 6.5 bilhões de pessoas desaparecessem para assim eu ter a minha solidão que tanto preciso, ou não. Mas o que não pode mais acontecer é eu me irritar com as pessoas. Eu gosto delas. Eu pelo menos penso que gosto.

Escrito por Elizaldo Barreto

Outubro 20, 2009 em 9:39 pm

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Crime falhado

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Quando você vai cometer um crime, você fica horas e horas a fio pensando em todos os procedimentos de não ser pego. De não deixar rastros e os mínimos pormenores que possam acontecer. Se ocorrer isso, eu faço isso, se acarretar aquilo, eu faço aquele outro. Um completo fluxograma é criado em sua mente. Pois bem, e tudo bem, como sou uma pessoa bem meticulosa, arrumei todos os preparativos só esperando ansiosamente olhando para o relógio o momento gracioso acontecer.

É. Um fluxograma feito por um ser humano exagerado como eu só poderia dar errado. Eu pensei em tudo de impossível e possível. Mas existe uma coisa entre o improvável e o provável que não conseguimos ver. Essa seria a confiança da sua competência de executar o tal ato criminoso, e constei que não tenho tal virtude.

Exatamente o que você caro leitor amigo – que são poucos, eu tenho as estatísticas do blog – pensou: “Esse imbecil cometeu algum dislate.” Quem iria imaginar que meu material de delito estava corrompido? Vucu-vucu para lá, vucu-vucu pra cá e nada do negocio funcionar, tenta de um jeito, tenta de outro, e nenhum bom resultado.

Decepcionado com meu material, minha frustração e o tempo passando… “Vai concertá-lo imbecil”, penso eu. Ok. Concertei a “bixiga”, e mais uma vez, depois já de três horas ou três milênios decorrentes de todo processo (eu já tinha perdido as contas, e já não estava ligando em ser pego). Começo novamente todo procedimento, tentei de forma imaginaria, utilizei o teste do INMETRO e todo escambau para ter certeza que ira conseguir.

Parece que ocorreu tudo bem dessa vez. O furor foi tanto entre alegria e tristeza, sofrimento e êxtase que no meio dessa onda de tsunami de emoções eis que me dou conta! Minha “arma” despareceu. Agora entra a nova cena de emoções, frustrações, agonia. Eu, minha pessoa lindamente parvo, revirou todo o ambiente do crime, vasculha ali, vasculha lá, nada de achar. Só me restou colocar na cabeça que algo metafísico tinha acontecido com meu “recurso”, e fui dormi, esperando de alguma forma milagrosa ele aparecer ao lado do colchão no chão – já que durmo somente com o colchão e alguns lençóis e um travesseiro que já nem sei mais idade de fabricação – pela manhã.

Eis que surge essa manhã de ansiedade, com gotinhas de chuva caindo do céu para completar a melancolia do meu fracasso. E ainda não achei meu denunciante.

Escrito por Elizaldo Barreto

Outubro 18, 2009 em 10:30 am

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Inverno gélido

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Existem várias maneiras de expressar um luto, mas uma coisa que todos compartilham é a dor. A dor da perda, de acordar uma manhã e saber que existe uma pessoa a menos no mundo. E essa pessoa faz diferença nesses demais, pois eis seus lutos: loucuras, gritos, desesperos, choros tácitos, prantos, silêncios, risos e aceitações. E todos sentem uma dor que parece ser interminável e sem fim.  Não será possível que não tenhamos de notar o quanto de felicidade essa pessoa nos trouxe, que libertou nossas almas em muitos momentos de nossas vidas, apenas com que há de melhor no ser humano? Nós educamos com seu carinho, amor, solidariedade e a paz que emana da sua alma. Talvez uma das pessoas que não precisamos ser hipócritas e dizer o quanto foi boa e grandiosa a sua missão. Tentamos ser honestos, pedir perdão e desejar toda a felicidade que ela já teve, e está tendo, quando souber que ela fez o seu maior ato humanitário: fazer que todos reconheçam o quanto ela foi em nossas vidas.

Somos todos gratos, mas agora passamos por um inverno gélido e esperando a estação passar.

Escrito por Elizaldo Barreto

Outubro 17, 2009 em 11:08 am

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[...]

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Agora está ótimo, não tenho a mínima idéia do que escrever. Esse mundo também já está tudo repetitivo, enfadonho, rotineiro…. Realmente é muita coisa para nada. Estou no estágio de “lesma acéfala” assim como… deixa para lá. Miocalá.

Escrito por Elizaldo Barreto

Outubro 14, 2009 em 12:20 pm

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Expectativa

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Expectativas. Esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas. Para que esse termo funcione é preciso que seja criado meios e artifícios, e até mesmo humilhações para que ocorra o esperado. Despertardes o grande dia já pensando em todas as atividades que venham atrapalhar no seu objetivo, se possível você deixa para depois, se não, tem que fazer o mais rápido que puder.

Assim que passam todos esses obstáculos vem à segunda parte. Que é ir até a montanha e fazer que ela vibre as suas energias e desejos. É feito o seu melhor, buscando soluções para todos os imprevistos que possam ocorrer.

Aquilo que não se prevê, são os imprevistos. E mesmos superados todos vem a quarta parte, porque a terceira… ela nesse momento não existe. Não passamos de seres humanos que cansamos, têm sono, fadiga, indisposição e falta de criação. Café, e mais café e nada isso já é suficiente. Cervejas e cigarros, isso já não é mais suficiente. Sendo simpático, cordial, prestativo até mesmo amoroso, já não satisfaz.

Maldita expectativa, seja amaldiçoada.

Escrito por Elizaldo Barreto

Outubro 2, 2009 em 2:41 am

Publicado em Dipsomania

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Nivele a sua burrice

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Existem pessoas que já nascem com sua burrice encarnada, outras são adquiridas através do meio em que vivem e demasiadas têm sua própria formação. É, realmente existem escolas – e é o que tem mais – para chegar a sua própria parvoíce.

Eu mesmo me sinto muito burro para escrever esse artigo, mas seguirei com a determinação de fazer algo bom para a humanidade. Vou parar por aqui, tomar algumas bebidas alcoólicas e alguma substância para potencializar a pensar como um ser iluminado, do qual no momento não sou. Talvez amanhã.

[...]

Tem certos diálogos que você começa com uma introdução tão profunda, melódica e poética, e no fim é lançado um questionamento. E a contra parte diz: “É verdade.” Então é perdida toda aquela euforia de começar uma discussão proveitosa e cheia de conteúdo. Também… o que você esperava mais? São todas aquelas categorias que disse anteriormente. E agora notei que não sei distinguir esses níveis de “intelectos” – não tenho nem idéia porque criei, mas acredito que exista.

O único método que proponho a fazer é se nivelar a burrice se não quiser perder as amizades, as festas, “as boas conversas”, as pessoas que lhe tragam algum benefício e até aquelas boas transas no fim de noite.

Eu sei, você esperava mais do que isso, algo mais analítico, mas sou de pouca paciência e justamente agora. Tenho nenhuma. Isso me dá nos nervos, e logo também não sou escritor. Não obstante as pessoas já nem querem mais ler, elas preferem assistir, e mesmo assim já censuram o tipo vídeo que são mais atrativos para elas.

todo enfiado

Quem sabe aquela professora que foi demitida por dançar de forma lasciva. Isso é bem atrativo e cultural não acham?

Vou me reduzir a macaco como costumo dizer, para não perder a sanidade e continuar ter esperanças de sair desse meio de zumbis que comem meu cérebro.

Escrito por Elizaldo Barreto

Setembro 30, 2009 em 1:53 pm

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